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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Piquiá de Baixo realiza intercâmbio com moradores e pesquisadores do Rio e Janeiro

Durante o encontro os moradores das duas regiões vão participar de uma audiência e reuniões

Santa Cruz, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro. Poluição, violação dos direitos humanos. Um bairro e muitos problemas que são gerados pelo complexo siderúrgico TKCSA, uma parceria entre Vale e a alemã ThyssenKrupp, responsável pela emissão de gases poluentes no bairro e na cidade do Rio de Janeiro.033

Com o objetivo de conhecer outras realidades semelhantes a essa, moradores e pesquisadores de Santa Cruz vão participar de um intercâmbio no estado do Maranhão nos próximos dias 15 e 16. Será um encontro com os moradores do bairro industrial Piquiá de Baixo, situado no município de Açailândia, no sudoeste maranhense e que apresenta problemas semelhantes.

Em Piquiá vivem aproximadamente 320 famílias que sofrem os impactos socioambientais provocados por cinco siderúrgicas desde a década de 1980. Nos últimos anos, a Associação Comunitária dos Moradores tem atuado pelo direito a moradia digna. Eles conseguiram a desapropriação de um terreno localizado no mesmo município e elaboraram o projeto urbanístico do novo bairro a ser construído. São conquistas que causam nos moradores a esperança de em breve sair do local onde vivem. “Não dá mais para viver aqui, as pessoas estão doentes e morrendo, nós queremos ir para longe da poluição”, relata o senhor Willian.

Mesmo com resultados positivos nos últimos anos, o reassentamento da população de Piquiá está parado na justiça. As atividades do intercâmbio que será images (1)realizado nos próximos representam mais uma forma de pressionar as autoridades do município para a rapidez no processo de retirada das famílias de perto das siderúrgicas.

Durante os dois dias de encontros os moradores das duas regiões vão participar de uma audiência pública com a presença de representantes do Ministério Público Estadual, Defensoria Pública, da Prefeitura de Açailândia, além de entidades e organizações não governamentais do Rio de Janeiro e do Maranhão que acompanham os casos.

Os dois casos emblemáticos já tem conhecimento internacional. O encontro com moradores do bairro Santa Cruz vai mostrar ainda que os impactos da siderurgia estão presentes não só no estado do Maranhão. Muitas pessoas, em todo o Brasil estão tendo os seus direitos violados.

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