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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Simplício condena silêncio de Roseana diante do caos instalado no Maranhão

Mostrando-se perplexo e chocado com os últimos acontecimentos em São Luís, que culminaram com a destruição da família de uma criança incendiada dentro de um ônibus, o deputado federal Simplício Araújo (Solidariedade)condenou de forma veemente a ausência da governadora Roseana Sarney.

“Chegamos ao fundo do poço e aonibus2 governadora do Maranhão simplesmente desaparece, se restringe a dar uma entrevista ao jornal de sua família onde, de maneira vazia, não esclarece que medidas estão sendo tomadas pelo governo para conter a onda de violência que assola nosso estado”, condenou o deputado, ao se mostrar indignado com a omissão do governo.

O parlamentar considera um absurdo que, no meio desse clima tenso que vive o Maranhão, a governadora ainda tente atribuir a culpa pela falência do sistema aos agentes penitenciários, ao Judiciário e à Polícia Federal.

“Não faz sentido que no meio de uma crise como essa a governadora jogue a culpa para terceiros. Ela deveria pensar na dor dessa família que foi destruída e tomar alguma providência. Dizer que o relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é uma tentativa de atacar a sua gestão é um desrespeito com o povo maranhense”, apontou.

Simplício considerou positivo a governadora ter aceito a ajuda do governo federal, de transferir os presos para outros locais. Segundo o governo federal, foram oferecidas vagas em presídios federais para os líderes das facções criminosas que estão no complexo penitenciário de Pedrinhas.

“O governo  estadual precisa admitir suas deficiências nesta crise. Já que aceitou a ajuda do governo federal, que isso não fique apenas no papel. Em outubro solicitamos ao Ministro da Justiça explicações sobre todos os repasses feitos pelo ministério ao governo. O ministro me telefonou e, àquela época, já estava demonstrando que o governo federal não mediria esforços para ajudar o Maranhão a conter a violência. Porém, em uma atitude inexplicável, a governadora recusou auxílio. O resultado é que a crise se intensificou, uma vida foi perdida e somente agora os presos perigosos serão transferidos para longe. Se essa ação tivesse sido tomada naquela época, talvez a vida dessa criança estivesse preservada”, afirmou o parlamentar.

Simplício também chamou atenção para o número reduzido de policiais militares no Maranhão. Como o efetivo da PM é uma das menores do país, diante do caos instalado, a única solução encontrada pela secretaria de segurança pública foi colocar os alunos ainda em formação na academia de polícia nas ruas. “Isso demonstra, mais uma vez, o quanto o governo estadual fechou os olhos para o aumento da criminalidade em todo o Maranhão. Se já não bastassem salários baixos e falta de estrutura, o governo precisou do socorro de alunos do curso de formação da PM. Se tivesse planejamento, o número de policiais efetivos e aptos para estar nas ruas seria infinitamente maior”, afirmou.

Nos ataques, ocorridos na sexta-feira e no sábado, cinco ônibus foram queimados em São Luís. A menina Ana Clara Santos Sousa, de 6 anos, não conseguiu sair de um dos coletivos e morreu na manhã desta segunda-feira, depois de sofrer queimaduras em 95% do corpo. Outras quatro pessoas permanecem internadas, duas delas em estado grave.

Além dos incêndios a ônibus, duas delegacias, nos bairros de São Francisco e Liberdade, e uma viatura policial foram atingidas a tiros. Dezesseis suspeitos de cometer os ataques foram presos, entre a madrugada de domingo e de hoje.

Reportagem: Letícia Bogéa

1 comentários :

  1. tem que ter pena de morte para estes vagabundos.que si diz chefe de facçoes e anda tirando a vida de inocentes uma criança de 6 anos.merece morrer enquanto eles ficam vivendo curtindo do bom e melhor.e justo isso

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