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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Assassinos do Blogueiro Décio Sá foram condenados pelo Tribunal do Júri

Os jurados condenaram, na madrugada desta quarta-feira, 5, Jhonathan de Sousa Silva e Marcos Bruno Silva de Oliveira pelo homicídio do jornalista Décio Sá, ocorrido em abril de 2012, na Avenida Litorânea, em São Luís. Atuaram no julgamento, iniciado na última seguHaroldo Paivanda-feira, 3, no Fórum de Justiça de São Luís, os promotores de justiça Rodolfo Soares dos Reis, Haroldo Paiva de Brito e Benedito Coroba.

Após a decisão do Tribunal do Júri, o juiz Osmar Gomes dos Santos fixou a pena de Jhonathan Silva, que disparou seis tiros na vítima, em 25 anos e três meses de reclusão em regime fechado. O condutor da moto que ajudou na fuga, Marcos Bruno Silva, foi condenado a 18 anos e três meses.

O Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público de homicídio triplamente qualificado. Os promotores destacaram que os réus agiram mediante promessa de recompensa financeira, com recurso que impossibilitou a defesa da vítima e o crime foi executado para tentar manter a impunidade de outro crime, o de agiotagem. Os jurados também reconheceram a participação dos acusados no crime de formação de quadrilha.

o Brito enfatizou que o receio das testemunhas em reconhecer os réus é normal, pois eles fazem parte de uma quadrilha violenta e que agiram com crueldade com a vítima.

Já o promotor Benedito Coroba, no debate, afirmou que o crime contra Décio Sá foi planejado para parar as denúncias realizadas no blog da vítima em relação à quadrilha de agiotagem e à morte de Fábio Brasil, em Teresina. "Além de tirar uma vida, tentaram calar a imprensa livre". Coroba afirmou que a quadrilha da agiotagem merece uma resposta da Justiça e os seus componentes precisam ser parados. "Os membros dessa quadrilha se julgam acima do bem e do mal. Eles acham que têm o direito de decidir quem fica vivo ou quem deve morrer".

Plateia no julgamento

Na avaliação do promotor Rodolfo Reis, a convicção do Ministério Público foi confirmada pelos jurados e a instituição vai trabalhar pela condenação dos demais denunciados. "Temos provas técnicas para sustentar a condenação dos outros acusados".

DENUNCIADOS

O Ministério Público, por meio do promotor Luís Carlos Correia Duarte, da 1ª Promotoria do Júri, pronunciou outros nove acusados, em agosto de 2013, para ir a júri popular: Shirliano Graciano de Oliveira (foragido), José Raimundo Sales Chaves Júnior ("Júnior Bolinha"), Elker Farias Veloso, Fábio Aurélio do Lago e Silva ("Bochecha"), Gláucio Alencar Pontes Carvalho e José de Alencar Miranda Carvalho (pai de Gláucio), além dos policiais Fábio Aurélio Saraiva Silva ("Fábio Capita"), Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros.

De acordo com os promotores de justiça, o advogado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro, denunciado inicialmente mas que não foi pronunciado ao júri pelo juiz Osmar Gomes, será novamente denunciado. O promotor Rodolfo Soares dos Reis informou que, com o término das investigações pela Polícia Civil,  o MP identificou provas suficientes da participação do advogado no crime.

Redação: Johelton Gomes (CCOM-MPMA)

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