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terça-feira, 27 de maio de 2014

Simplício solicita informações sobre empresa acusada de desvio de dinheiro repassado a garimpeiros de Serra Pelada

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O deputado federal Simplício Araújo (Solidariedade/MA) aprovou requerimento, junto com o deputado Edio Lopes (PMDB/RR), que solicita informações do Departamento Nacional de Produção Mineral sobre processos minerários, entre requerimentos, pedidos de pesquisas, lavra e concessão da empresa canadense Colossus Mineração.

“Existem suspeitas de irregularidades envolvendo a Coomigasp, cooperativa que detém o direito de exploração do ouro e outros minérios remanescentes no garimpo de Serra Pelada, no Pará, e a Colossus, mineradora canadense escolhida pelos garimpeiros para realizar pesquisas e a extração mineral no local. Diante disto essas informações poderão ajudar a esclarecer ainda mais o que de fato está ocorrendo”, afirmou o parlamentar.

No ano passado, a revista ÉPOCA publicou reportagem sobre suspeitas envolvendo a Colossus e a Cooperativa dos Garimpeiros de Serra Pelada. A investigação apura o destino de R$ 50 milhões repassados por mineradora canadense a uma cooperativa de Imperatriz (MA) pela exploração de Serra Pelada.

A revista teve acesso a um relatório do Conselho de Controle das Atividades Financeiras, o Coaf, órgão ligado ao Ministério da Fazenda, que rastreou transações financeiras atípicas entre a cooperativa e a Colossus. Nos últimos anos, a Coomigasp recebeu mais de R$ 50 milhões da Colossus por força do contrato firmado entre elas em 2009. Com aval do governo brasileiro, a parceria foi a saída encontrada para a exploração do que resta no subsolo de Serra Pelada.

Tanto para o Ministério Público do Pará quanto para o Ministério Público Federal, é ilegal a operação que permitiu aos canadenses tomar conta de Serra Pelada. O promotor Hélio Rubens apresentou denúncia na Justiça contra Gesse, Antônia e outros três garimpeiros ligados a Lobão. Acusa-os de apropriação indébita de dinheiro, ocultação de valores desviados e formação de quadrilha. O Ministério Público Federal tenta cancelar o contrato com os canadenses.

Segundo os procuradores, o contrato foi feito sob medida para a Colossus, e o aumento da participação dos canadenses no consórcio foi fechado sem o aval da maioria dos garimpeiros. Essa ação também tramita na Justiça. Em 2012, diante dos fatos, a Justiça determinou o afastamento da turma do comando da cooperativa. Os investigadores ainda tentam descobrir quem recebeu o restante dos R$ 50 milhões.

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