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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Morte do Sargento Lima Filho pode ter sido motivada apenas por uma discussão de trânsito

Na manhã desta quarta-feira, 09/07, o pai e mais três dos sete irmãos do sargento Benedito Gomes Lima Filho que foi perseguido e crivado de tiros na madrugada do último sábado(6) em São Luís, foram até a Assembléia Legislativa e falaram com o deputado Bira do Pindaré (PSB), presidente da Comissão de Direitos Humanos.

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O titular do Blog conversou com um dos irmãos, Beneilton da Silva Lima, 44 anos, que ainda muito abalado, disse não entender como a polícia agiu de forma tão violenta contra seu irmão. “Foram 21 tiros contra o veículo que Lima estava dirigindo, nove pegam no corpo dele, meu irmão era uma pessoa de bem, o próprio Coronel Flávio aqui da Assembléia disse que nunca houve nada que desabonasse a conduta dele na Casa”. Afirmou o irmão do Sargento assassinado, que reclamou ainda do segredo das investigações, pois, à família não está sendo permitido acompanhar o andamento.

O Blog buscou se aprofundar no caso e descobriu que depois da tragédia, a intenção da cúpula da Polícia é fazer de tudo para sustentar a versão dos PM’s que estavam na Viatura da ROTAM, pois, se os Policiais Militares erraram, evidentemente que a culpa recai sobre o comando da polícia, e consequentemente, no Governo do Estado. Simples assim!

Novos fatos

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Lima Filho levou nove tiros da ROTAM na madrugada do último sábado(6) na Avenida Daniel de La Touche em São Luís.

Sobre a versão que os PM’s estavam em busca de assaltantes a uma farmácia no bairro do Turu em uma motociclete preta e um Corsa Classic de cor prata, não é bem assim. Não houve Corsa Classic envolvido em assalto na Farmácia Big Ben, na verdade foram duas motos. Quando os assaltantes perceberam que havia um PM (sargento) trabalha de bico no estabelecimento, eles fugiram. Na fuga da farmácia, os bandidos ainda deixaram cair uma arma PT 840 com identificação raspada, porém, a numeração foi encontrada dentro da pistola, e ainda um carregador de arma.

Troca de tiros?

Taxitas que trabalham em frente do Shopping da Ilha, olharam quando o Corsa e a viatura passaram, e segundo eles, não houve disparo do motorista no veículo da frente, mas sim da viatura, que vinha em perseguição. Houve sim colisão, indiscutível! Mas, na viatura VPM-0996 da Ronda Ostensiva Tático Móvel (ROTAM), não tinha qualquer marcar de tiros. Portanto, a hipótese do sargento Lima Filho que estava dirigindo, ter disparado contra os policiais várias vezes usando somente uma das mãos, é tão mirabolante quanto a atitude dos novatos da ROTAM.

Curiosidades…

Mensagem de testemunhas que relataram o fato via redes sociais: “Eu cheguei lá no momento e até é triste falar isso, mas o povo que estava lá e viu tudo disse que o cabo não reagiu, atiraram quando ele ainda dentro do carro. Ele tentou sair e continuaram atirando. A arma estava entre o banco e depois já foi encontrada do lado de fora, arma não tem perna que eu saiba. Somente um novato, teria descarregado todas as munições atirando conta a vítima.”

Testemunha chave

Ivo Fernando França Cutrim, 31 anos, morador do Bairro de Fátima, que estava o tempo todo ao lado do sargento Lima Filho, foi preso logo após a interceptação da viatura policial, prestou depoimento na Refesa foi liberado em seguida. Os familiares informaram ao Blog que, sabe-se lá por qual motivo, ele disse que não viu nada porque se abaixou no momento dos tiros. Apenas isso! Muito estanho, né verdade?!

Não tinha barreira

O veículo que o sargento dirigia não furou qualquer barreira policial, mesmo porque não existia nas proximidades ação semelhante dos PM’s. O caso mostra total despreparo dos novatos policiais, atiraram praticamente no escuro. Não havia nada de errado no carro, nenhum entorpecente, nenhum vestígio de roubo, a documentação do veículo estava correta sem alterações.

Discussão no trânsito

O blog recebeu informações que devem ser comprovadas com as possíveis imagens das câmeras de videomonitoramento, os relatos são de uma possível discussão entre o Sargento Lima Filho e os PM’s (barra 2014) da ROTAM na proximidade da Potiguar na Cohama, onde logo depois deu inicio a perseguição. Não se sabe, porém, o exato teor do bate-boca entres os militares.

Histórico de Lima Filho

Sujeito de boa índole, respeitado no trabalho que exercia na Assembleia Legislativa, Lima Filho mesmo após assassinado não pode ter o nome sujo por uma burrada de PM’s mal preparados. Sobre seu afastamento da Policia, é bem verdade que foi excluído sem processo legal dentro da PM. Entenda: Um homem roubou o sobrinho do sargento que acabou baleando o assaltante, dessa forma, Lima Filho foi excluído da corporação por ter atirado contra o ladrão. Naquela ocasião, no deslocamento da viatura da PM que prestou socorro para o ladrão ao hospital, se envolveu num acidente com uma moto que trafegava com dois irmão, infelizmente acabaram morrendo na hora. Por esse motivo, o Policial Militar foi punido com oito dias de detenção e afastado de suas funções. Conseguindo retornar somente depois pelas vias judiciais.

Sobre a arma encontrada

Não existe um B.G (Boletim Geral) comprovando que o Policial Militar assassinado não poderia usar arma. Por ser PM, ele já possui o porte, caso a arma que os policiais novatos dizem ter encontrado com ele no Corsa Classic não seja realmente registrada, a infração é posse ilegal somente, o que dentro da corporação não é algo de outro mundo.

Sangue só fora do carro

A execução do sargento fora do seu veículo e a desconfiança de que nenhum disparo foi feito pela vítima de sua arma, são outras dúvidas levantadas pela família. No veículo do sargento não foi encontrada uma única gota de sangue. O sangue está fora do veículo e o braço direito do sargento Lima foi dilacerado completamente. Então, conclui-se que ele foi atingido fora do veículo, caso contrário, o carro estaria completamente ensanguentado, que não é o caso pelo que mostra as fotografias e testemunhado por quem esteve no local.

O caso ainda vai render muito, a Polícia Militar do Estado do Maranhão precisa urgentemente apresentar os resultados desse crime que choca a corporação, pelos excessos do novatos (barra 2014) apelidados de verdinhos da ROTAM e pela dor da família.

Por Domingos Costa

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