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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Verba Federal de R$ 1,4 mi para construção de UPA pode ter sido desviada em Açailândia

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que deveria existir em Açailândia foi projetada para oferecer atendimento de urgência hospitalar 24 horas, de complexidade intermediária entre as Unidades Básicas de saúde e as de urgência, nas especialidades de clínica médica e pediatra.

A UPA ainda ofereceria exames de Raio-X, eletrocardiograma (ECG), eletroencefalograma e atendimentos que vão de uma simples febre e dor de cabeça, até infartos e acidente vascular cerebral (AVC). Tudo isso salvaria centenas de vidas, inclusive pessoas que sofrem acidentes no trânsito. O índice de fatalidades tem crescido nos últimos meses.

Mas o Poder Público Municipal parece não ter interesse em concluir a obra, que deveria ter sido entregue no dia 31 de dezembro de 2012, ou seja, a dois anos atrás. Para a realização da unidade, o Governo Federal repassou R$ 1.441.201,98, (um milhão, quatrocentos e quarenta e 1 mil, duzentos e um reais e 98 centavos.

Ainda na gestão do ex-prefeito Ildemar Gonçalves, a prefeitura destinou um terreno do município para a construção da UPA. A obra então começou a ser construída na área em que ficava localizado o antigo mercado público municipal. Ao fim de 2012, quando o ex-gestor entregou o cargo para a atual prefeita, Gleide Santos, as obras pararam.

Chegou o ano de 2013, já na nova gestão, e nada da obra ser entregue. 2014 já está chegando ao fim, e as obras estão paradas. Nada foi concluído. O dinheiro, porém, não se sabe onde foi parar. Se as obras estão paradas por que não tem dinheiro, então pra onde foi o repasse de mais de um milhão? Se a antiga gestão desviou os recursos, por que até agora o governo não se manifestou ? Se o dinheiro ainda está na conta para a construção, por que não conclui? Se o dinheiro repassado não foi o suficiente, o que a fez subir de valor?

A prefeita Gleide Santos não foi encontrada para responder estas perguntas. A obra consta como sendo de interesse da prefeitura do município, logo as responsabilidades não podem serem jogadas sob o Governo Estadual e Federal. Levantamento feito pelo o Blog, comprovam que houve pouca fiscalizações dos órgãos competentes, inclusive do próprio Deputado Estadual Antonio Pereira, que comunicou ser o autor do pedido, porém ao que parece, esqueceu-se de cobrar resultados.

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