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sábado, 20 de dezembro de 2014

Em coletiva com a imprensa de Imperatriz, Juiz Marcelo Baldochi explicou sobre prisão do funcionário da TAM

O juiz Marcelo Testa Baldochi, da 4ª Vara Civil de Imperatriz, negou em entrevista coletiva, no fim da manhã desta sexta-feira (19), na Associação Comercial, que tenha chegado atrasado no aeroporto de Imperatriz para voo com destino a Ribeirão Preto (SP), ocasião em que deu voz de prisão a funcionários da TAM que o impediram de embarcar.

O magistrado disse estranhado a forma como a investigação foi conduzida pela Corregedoria Geral de Justiça (CGJ) em que não foi notificado da sindicância. Ele pediu nova investigação.

Durante a entrevista de mais de quase uma hora de duração, o magistrado falou detalhadamente sobre o episódio do último dia 6 de dezembro, em que deu voz de prisão a funcionários da companhia aérea.

O juiz começou se queixando da associação que os meio de comunicação fizeram entre o episódio do aeroporto e os demais, como o do trabalho degradante em sua fazenda, a denúncia do tabelião Robson e o ataque de um flanelinha.

“São fatos independentes que comportam apuração específica e se mostram, ao querer vincular uma situação a outra intenção, me perdoem, um tanto quanto difamatória e alheia as circunstâncias”, disse.

Sobre a prisão dos funcionários da companhia aérea, ele negou que tivesse chegado atrasado para o embarque como foi amplamente divulgado.

“Quanto ao episódio da TAM, diversamente do que tem sido divulgado em momento nenhum eu cheguei atrasado para o voo. O bilhete de viagem, o qual vou deixar à amostra para que os senhores olhem, o check in foi feito às 12h49 do dia 6. Cheguei para o embarque antes das 20h32”, argumentou.

Marcelo Baldochi acrescentou que uma deficiência da aparelhagem da Infraero não tornou possivel a leitura do bilhete eletrônico, o que o obrigou a procurar o guichê da companhia aérea para fazer a impressão.

“No guichê da TAM chegou às 20h32, onde lá já se encontrava a segunda passageira, a senhora Camila que, nas mesmas condições, teve o seu check in cancelado pela empresa e barrado o voo sob explicação alguma. Simplismente o check in tinha sido cancelado”, acrescentou.

O magistrado fez questão de dizer que o bilhete de passagem emitido pela TAM diz que o horário embarque iniciava-se às 20h21, o que reforçaria sua tese de não ter chegado atrasado.

“Tanto que na borda do bilhete, no canto, está escrito com letra pequena, mas grafado: o embarque se encerra quinze minutos antes da decolagem, cujo horário marcado eram as 21h01. Portanto durante todo o minuto das 20h46 era ainda horário de embarque. Nesse ponto as imagens da Infraero, que foram divulgadas pela Rede Globo, inclusive, mostram claramente o horário e, portanto, vêm desmentir, desmistificar a versão do atraso”, raciocinou o magistrado.

A prisão

Marcelo Baldochi disse que mandou conduzir o funcionário da TAM porque este negou a dar informações e, ainda, o agrediu com palavrões. Ele disse que a viagem à São Paulo era de necessidade premente pois seu padrasto, que o criou desde os 8 anos, havia morrido.

Diante da falta de informação insistiu pela procura do funcionário, que segundo ele, estava se escondendo em uma saleta ao lado do balcão. Essa situação, ainda conforme o magistrado, foi testemunhada pela passageira Camila, que estava nas mesma condições dele, com o check in não autorizado.

“O atendente da TAM se isolou. O outro atendente da TAM que estava ao lado nos colocou numa situação ridicularizante como se lixo fóssemos. Com total desprezo, dizendo que o senhor se vira. Não é problema meu. Chamando outras pessoas que estavam na fila e atendidas e, surpreendentemente, embarcadas no voo”, alegou.

Ao voltar a procurar o primeiro atendente para saber como ficaria sua situação dele e da passageira Camila o juiz disse ter ouvido a seguinte resposta: “Ele simplesmente virou as costas e disse rapaz vai se f... , Problema seu, vai se f... Nesse momento eu falei você vai aprender a respeitar consumidor. Insisto nessa fala várias vezes. Ou o senhor nos atende ou vou chamar a polícia para conduzí-lo”, arrematou, dizendo que em nenhum momento se identificou como juiz. Baldochi disse que mandou prender apenas um funcionário, os demais foram a delegacia em solidariedade ao conduzido.

Fonte blog da Kelly

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