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quinta-feira, 30 de abril de 2015

PSB e PPS anunciam início do processo de fusão dos dois partidos

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Popular Socialista (PPS) informaram nesta quarta-feira (29) que decidiram se fundir. O anúncio foi feito pelos presidentes das siglas, Carlos Siqueira, do PSB, e Roberto Freire, do PPS, durante entrevista coletiva na Câmara dos Deputados.

As conversas sobre a fusão das legendas tiveram início em 2014, entre Eduardo Campos, que era do PSB, e Roberto Freire. O processo de aproximação ficou claro quando o PPS participou da coligação que lançou a candidatura de Eduardo Campos à Presidência e apoiou a candidatura de Marina Silva.

Com a união dos partidos, a nova egenda terá 7 senadores, 45 deputados federais e três governadores, segundo dados dos partidos.

Ainda não foi definido qual será o nome do partido a ser formado. A proposta do PSB é que o a nova legenda se chame “PSB 40”. “Não se deve mudar marca que está dando certo”, defendeu Carlos Siqueira. Ele ponderou, entretanto, que o fato de um partido ser menor que o outro não deve implicar "subordinação".

Roberto Freire disse que o nome do partido é uma questão que “evidentemente” ainda será discutida, mas minimizou esse debate. “Temos também algumas propostas a fazer. Mas isso não será impedimento para algo muito maior que se está construindo. É o programa que vai caracterizar o novo partido”, afirmou.


Prazos

Freire afirmou que o processo de fusão irá se iniciar e que o partido estará “pronto” até o mês de junho. Segundo ele, a dinâmica será “sem muito atropelo”. Ele explicou que a proposta de fusão deve ser decidida pelas direções nacionais, nos congressos nacionais dos partidos.

“Esses processos terão que ser decididos em congressos extraordinários. Tem que ver os prazos de convocação dos congressos para fazer definição de datas. (...) Precisamos estar prontos com isso para que se prepare para eleições do próximo ano. Até outubro, antes disso, estaremos com partido pronto. Não passa do mês de junho”, disse.

Segundo Carlos Siqueira, a intenção da fusão é, num momento em que há “desgaste profundo”, criar uma nova força política, que atualize discursos e práticas. Siqueira afirmou que, na reunião da executiva nacional do PSB, realizada nesta quarta-feira (29), a aprovação da proposta de fusão com o PPS foi “praticamente unânime”, com apenas um voto contrário.

“Temos a decisão firme, determinada, de levar adiante, de iniciar um processo de fusão entre essas duas instituições históricas”, disse. Ele disse que os dois partidos nasceram da esquerda democrática.

Para Freire, a fusão, quando realizada, mudará a correção de forças do País. Ele reconheceu que há assimetrias e divergências nos dois grupos, mas lembrou que as legendas estiveram juntas nas últimas eleições presidenciais.

Questionado sobre se o novo partido terá uma posição de independência ou de oposição, Freire respondeu: “Você dê o nome que você quiser, porque o PSB é independente, nós (PPS) somos oposição. Agora, não somos governo”.

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