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terça-feira, 29 de março de 2016

Saída do PMDB do governo leva oposição a se reorganizar para derrubar Dilma

O presidente do PMDB, Michel Temer, ao lado de Cunha, que rompeu com Dilma ainda em 2015
No dia em que o PMDB define se desembarca de vez do governo federal, lideranças da oposição na Câmara dos Deputados se reúnem para traçar novas estratégias para impulsionar o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Casa, a partir das 10h desta terça-feira (29), na liderança do Partido Social Cristão (PSC). Estarão presentes os líderes do PSDB, DEM, PSC, Solidariedade e PPS.
O objetivo da reunião é ampliar o grupo de trabalho de deputados que lutam pelo impeachment, organizando a oposição em lideranças de bancadas para cada um dos Estados para que trabalhem como interlocutores junto a parlamentares ainda indecisos em relação ao afastamento da presidente – e mirar aqueles com votos em tese já definidos a favor de Dilma, mas cujos partidos mostram tendência de votar pela queda do governo federal.
Além dos líderes das legendas opositoras, deputados atestam que a reunião também contará com a presença de parlamentares do PMDB já abertamente contrários à permanência de Dilma no poder. Os parlamentares também confirmam que o encontro ocorrerá muito em decorrência da ruptura peemedebista com o PT, a ser confirmada horas depois, em reunião partidária marcada para o período da tarde.
"Precisamos de um planejamento mais ampliado, dar atribuição para cada um dos 27 coordenadores estaduais e das bancadas partidárias para que possamos reforçar o diálogo e buscar um número cada vez maior de apoiadores para aprovar o afastamento", diz ao iGo líder do PSC na Câmara, André Moura.
"É de fundamental importância a saída do PMDB do governo, afinal, é o maior partido da Casa. É também algo muito simbólico por ser o partido do [vice] 'presidente' Michel Temer. Teremos um efeito cascata daqui para frente, com ampla queda no apoio ao PT."
A opinião de que o rompimento peemedebista levará a sucessivas perdas de apoio de deputados em relação à petista no Planalto é unânime entre os parlamentares opositores ao governo. Líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (AM) afirma que, mesmo já em situação ruim, Dilma ficará ainda mais fragilizada com a perda do apoio do PMDB, maior partido de uma cada vez mais rachada base aliada da presidente.
"Temos mantido relação com mais da metade da bancada do PMDB, o PMDB dividido, que é o status atual do partido", afirma Avelino. "Mas, com o PMDB vindo para a oposição, é claro que teremos um reforço muito grande pelo impeachment. Será outro tipo de conversa."
Um dos mais barulhentos partidos em defesa do impeachment, o Solidariedade, representado por Paulinho da Força (SP), vê a saída do PMDB como um "gesto bonito, especialmente se seus filiados entregarem os cargos que atualmente mantêm no governo federal", avalia Genecias Noronha, líder da legenda na Câmara.
"Continuaremos o trabalho que estamos fazendo já desde o ano passado, de buscar apressar o impeachment cada vez mais. E, como o PMDB é uma parte extremamente interessada, com vice-presidente e ministros de Estado no governo, será muito importante nos reunirmos nesta terça-feira exatamente para tratarmos desta decisão do partido, que complica ainda mais a Dilma", enfatiza o parlamentar. 

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