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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Por que Joesley, comandante do maior caso de corrupção do País, não foi preso?

Joesley Batista: o criminoso mais poderoso do Brasil?

As duas principais questões existenciais do ser humano são: “De onde viemos?” e “Para onde vamos?”.  Para Joesley Batista as respostas para estas perguntas são fáceis: “Vim pobre do interior de Goiás” e “Vou bilionário para Nova Iorque”.


Mas como tudo na vida de Joesley Batista é peculiar, sua recente biografia acrescenta uma terceira pergunta existencial, essa sim aparentemente impossível de ser respondida: Como ele conseguiu fazer isso?

Há uma teoria bastante interessante que possui início, para a falta de surpresa de todos, nas dependências da Procuradoria Geral da República, com o cacique geral Ricardo Janot e sua competente equipe de procuradores.

Como toda história que parece ser complexa, esta também não é. Pode-se entendê-la facilmente ao se fazer apenas meia dúzia perguntas:

1) Quem trabalha no escritório de advocacia de Joesley Batista?

Marcelo Miller.

 2) Quem é Marcelo Miller?

Ex-Procurador da República, reconhecido como um dos mais duros e eficazes do Ministério Publico Federal. Seu último trabalho foi para o Procurador-geral da República Ricardo Janot, como membro da equipe designada para processar os investigados pela Operação Lava Jato. Miller, considerado um dos principais braços-direitos de Janot e com acesso irrestrito à todo material que produzido pela Lava Jato, foi o procurador responsável pelas delações do ex-senador Delcidio do Amaral e do ex-diretor da Transpetro Sergio Machado, ambos com uma peculiar ligação com Joesley Batista.

3) Por que 6 de março é uma data importante?

Foi nesse dia que Marcelo Miller, para a surpresa de seus colegas da Procuradoria, repentinamente decide encerrar sua carreira pública e arriscar uma nova fase profissional no mundo privado, indo trabalhar na conceituada banca carioca de advocacia Trench, Rossi & Watanabe Advogados. Coincidentemente, este é o escritório que foi contratado pela JBS para negociar seu acordo de leniência com a equipe de procuradores da Lava Jato de Janot. A mesma equipe que Miller pertencia até poucas horas antes.

4) Por que 7 março é uma data importante?

Apenas um dia após Miller se aventurar na iniciativa privada, Joesley visita o presidente Temer e faz a controversa gravação com seu gravador xing ling.

5) Qual é a peculiar ligação entre Delcidio, Machado e Joesley?

O sucesso que o ex-procurador Miller obteve na condenação de Delcidio do Amaral e Sergio Machado está baseado no mesmo modus operandi: gravação feita sem conhecimento de quem estava sendo gravado. Parece familiar? Exatamente o que Joesley fez com o presidente Temer. Miller demonstrou que conhece profundamente os instrumentos legais para lidar com casos deste tipo. O escritório de advocacia que empregou o ex-procurador há apenas 24 horas, conseguiu obter de Janot o incrível acordo de leniência para Joesley, baseado numa gravação clandestina.

6) O que foi que o acordo que o escritório do ex-procurador Marcelo Miller conseguiu com o Procurador-geral da República Janot que o torna tão incrível?

Nada! Nada de tornozeleira eletrônica, nada de passaporte apreendido, nada de cadeia, nada de prisão domiciliar, nada de débitos com a justiça, nada de bens apreendidos, nada de burocracia.

Biobrafia recente

Como foi você que pagou a conta desta insana comédia, conheça alguns fatos edificantes da recente biografia de Joesley Batista:

Rico com dinheiro dos trabalhadores : Nos governos do Partido dos Trabalhadores, Joesley conseguiu vários empréstimos com dinheiro pago pelos contribuintes, destacando-se R$ 9 bilhões do BNDES e R$ 3 bilhões da Caixa Econômica Federal.

Tudo pelos trabalhadores. Os americanos :  Cerca de 70% desse dinheiro foi usado para a JBS comprar 59 fábricas nos Estados Unidos, gerando centenas de empregos para o povo americano, justamente no momento em que o Brasil passa pela maior crise de desemprego de sua história.

Capitalismo de esquerda : Para acrescentar insulto à injuria, as fabricas internacionais de Joesley, compradas com nosso dinheiro, competem diretamente com as fábricas brasileiras. 


 - Pátria amada : O resultado desta irresponsável farra da mistura do público com o privado é que mais de 85% das receitas da JBS passaram a ser produzidas pelas suas fábricas nos Estados Unidos, país que Joesley escolheu para morar com sua família. O Brasil se tornou um local irrelevante para Joesley.

Transporte conveniente : Para facilitar seu deslocamento por ar e mar na sua nova pátria, Joesley levou para os Estodos Unidos o seu jato Gulfstream de 20 lugares que vale 65 milhões de dólares e seu iate de 10 milhões de dólares.

Esta sim é a democracia "daselite" : Joesley também usou parte do dinheiro público que ganhou para comprar partidos políticos, presidentes, governadores, senadores e deputados. Estes políticos, por sua vez, se encarregaram em produzir e aprovar leis que beneficiavam financeiramente a JBS e ao mesmo tempo aprovavam mais empréstimos para as empresas de Joesley.

Só mais um pouquino : Antecipando o tsunami financeiro que seu acordo de leniência iria causar no mercado financeiro, Joesley decidiu lucrar algumas centenas milhões, usando informações privilegiadas. Antes das gravações clandestinas serem divulgadas, ele comprou cerca de 1 bilhão de dólares no mercado futuro e vendeu R$ 320 milhões em ações de sua empresa. Como antecipado, no dia 17 de maio, quando as gravações vieram à público, o mercado acionário derreteu e o dólar explodiu em alta. Estima-se que Joesley tenha embolsado R$ 700 milhões.

Ficha limpa : Como resultado dos fatos acima, o bilionário Joesley recebeu permissão para ir morar numa de suas propriedades nos Estados Unidos, ficando 100% quite com justiça brasileira. Joesley não deve nada, é um ficha limpa blindado.

Nada mal para Joesley Batista, um açougueiro do interior de Goiás

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