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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Justiça mantém prisão de delegado Filippini e acusados de envolvimento em esquema de corrupção

Além do delegado, investigador e escrivã continuam detidos em delegacia; e carcereiro e advogado em Pedrinhas


Segundo denúncias do Ministério Público e investigações do delegado geral de Polícia Civil do Maranhão, Lawrence Melo, o grupo negociava com as pessoas conduzidas à delegacia em vez de iniciarem o procedimento legal. A negociação tinha por objetivo a liberação dos detidos mediante pagamento de propina que variava de acordo com o crime cometido.
A prisão e transferência de todos aconteceu na última quarta-feira (28/06) em Açailândia, e logo após o grupo foi transferido de helicóptero para São Luís para serem ouvidos. Contudo na quinta-feira (29) foi feriado na capital e no dia seguinte (30) a maioria dos órgãos públicos e de justiça gozavam de ‘ponto facultativo’.
A audiência então aconteceu nesta terça-feira, quando o juiz Francisco Ronaldo Maciel Oliveira – Titular da 1ª Vara Criminal do Termo de São Luís, e Privativa para processamento e julgamento dos Crimes de Organização Criminosa ouviu cada um dos envolvidos.
Contudo ao final da audiência, o juiz manteve a prisão dos acusados, diante das provas já colhidas pela própria polícia e apresentadas ao magistrado. Assim, o delegado Thiago Filippini, o investigador Glauber Santos da Costa e a escrivã Sylvia Helena Alves permanecem presos em uma delegacia da polícia civil da capital, e o carcereiro Mauricélio da Costa Silva e o advogado Eric Nascimento Carosi retornaram para o presídio de Pedrinhas.

Entenda o caso:

Foram presos preventivamente, na manhã desta quarta-feira, 29, no município de Açailândia, o delegado da Polícia Civil Thiago Gardon Filippini, a escrivã Silvya Helena Alves, o investigador Glauber Santos da Costa, o carcereiro Mauri Celio da Costa Silva e o advogado Eric Nascimento Carosi. Eles são suspeitos de compor uma organização criminosa e das práticas dos crimes de concussão e corrupção passiva. Os presos já se encontram em São Luís.

Consta nos autos que os envolvidos cobravam dinheiro para livrar cidadãos da prisão em flagrante. Em algumas situações, o conduzido havia sido, de fato, surpreendido cometendo alguma prática ilegal. Em outras, a prisão em flagrante era forjada pelos envolvidos.

A prisão preventiva foi solicitada por meio de representação dos delegados responsáveis pelo caso, que foi confirmada em parecer da promotora de justiça Camila Gaspar Leite, da Comarca de Açailândia, que se manifestou favorável ao pedido. Decretou a prisão o juiz Francisco Ronaldo Maciel Oliveira.

Os envolvidos Thiago Gardon Filippini, Silvya Helena Alves e Glauber Santos da Costa também tiveram suspensos o porte de arma de fogo e o exercício da função pública.

Modus Operandi 

Pessoas que estavam em situação de flagrante eram conduzidas até a delegacia pelo investigador Glauber da Costa e pelo carcereiro Mauri Celio Silva. No local, o delegado Thiago Filippini dava ou não a autorização para a cobrança de propina. Quando havia permissão, Silvya Alves e Glauber da Costa contactavam o advogado Eric Carosi, que se apresentava ao conduzido e intermediava o acordo com o delegado. Os valores eram divididos entre os suspeitos do crime.
O relatório final do inquérito sobre o caso será apresentado nesta sexta-feira (07).

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