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terça-feira, 25 de julho de 2017

Nilton Cezar pode ser o lider da quadrilha do delegado Fillipini, preso por susspeita de corrupção


Investigadores do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado – Gaeco - estão na cidade de Açailândia - á 562km da capital São Luis - onde investigam o apresentador de TV e repórter local do município Nilton César Barros. Ele inclusive já foi ouvido em depoimento pelo Delegado da Superintendência de Prevenção e Combate a Corrupção- Seccor – Leonardo Bastian e pela Promotora Camila Gaspar Leite. Os investigadores apuram se o apresentador seria o principal articulador da união do grupo de pessoas influentes que teria resultado na formação de uma mega quadrilha, com tentáculos na Mídia, Polícia e até na Política.

As investigações tiveram inicio com o atendimento por parte do Ministério Público a requisição nº 022/2016 (em 11 de novembro de 2016) para apurar esquema de corrupção no 1º Departamento Policial. O esquema que teria sido montado pelo apresentador de TV Nilton César funcionava de forma a beneficiar todos os componentes da quadrilha criminosa.

Edson Feliciano e Luiza Feliciano são proprietários do Frigorífico Friagro - instalado na região de Açailândia. Com supostos planos políticos, teriam sido convencidos pelo apresentador Nilton César a assumir grupos de comunicação na cidade. O primeiro foi a TV Band, logo depois a TV Liberdade (Rede TV). Várias notas em Blogs locais comprovavam que o Grupo Friagro estava assumindo o comando destas emissoras. Nilton César se beneficiava como sendo o apresentador principal, com espaço para fazer ataques pessoais aos seus desafetos, além da relação de proximidade que mantém com o casal.

Nilton César também supostamente fingia pressionar a Polícia para combater o abate de carne na moita, e fazia uso do programa na emissora comandada pelo Grupo para isso. Logo após, o Delegado Thiago Fillipini realizava operações em que apreendia carnes, exigia notas fiscais, e de forma arbitrária redirecionava as compras dos açougueiros para o Friagro. O delegado Thiago Fillipini e toda a sua equipe policial, incluindo ainda um advogado, foi preso e teve pedido de liberdade negado esta semana.

Várias ações deliberadas supostamente pelo grupo visam desestabilizar as investigações, como o possível financiamento de Blogs para destacar que se trata de armação envolvendo a Promotoria e Polícia Civil. O objetivo seria politizar o caso, já que o grupo agora acusado de ser na verdade uma quadrilha criminosa teve candidato próprio nas eleições 2016 no município - que acabou por sair derrotado do pleito. Um dos acusados de ser braço direito do Delegado Thiago Fillipini, o carcereiro Mauri Célio da Costa – também preso, voltou atrás em seu depoimento e tem feito acusações ao Delegado Regional da Polícia Civil na cidade, Murillo Lapenda, o acusando de forjar as provas.

A estratégia não foi adiante, nesta semana o Juiz entendeu que a liberdade ao Delegado deveria ser negada pois : “em razão da posição em que ocupa, com certeza, utilizará para intimidar as testemunhas e demais acusados, fato que se comprova com os depoimentos juntados ao processo, em autos complementares, que demonstram que o denunciado Mauri Célio da Costa, sentindo – se ameaçado, pediu para ser retirado da cela em que se encontrava junto com o requerente e outros, chegando, inclusive, a mudar seu depoimento”, 

Disse o magistrado, que continuou sua decisão afirmando: “A alegação, repito, de que o denunciado Mauri Célio da Costa mudou seu depoimento, inocentando os demais acusados, e comprometendo terceira pessoa, também integrante do Sistema de Segurança Pública do Estado, e que tudo não passa de briga política interna, denota-se que somente veio a ocorrer, segundo depoimentos colhidos nos autos complementares, após se sentir ameaçado”.


A Polícia Civil, por meio da Superintendência de Combate a Corrupção – Seccor- relatou em nota que: “O inquérito baseou-se além das provas encaminhadas inicialmente pelo Ministério Público em Açailândia/MA, em provas produzidas no decorrer das investigações, entre as quais o depoimento de mais de vinte testemunhas, incluindo vítimas dos crimes cometidos pelos investigados, prova documental, vídeos, interceptação telefônica e quebra de sigilo”, canetou o magistrado.

2 comentários :

  1. Vishi... aqui, como no resto do país, besta o quecacha que ainda há honestidade na imprensa! Já nem é marrom. Tá negra, mesmo! Putz.

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