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terça-feira, 8 de agosto de 2017

"Não tem preparo": Gilmar Mendes desqualifica Rodrigo Janot


Gilmar Mendes diz que procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é o mais “desqualificado” que já passou pela PGR


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes disse nesta segunda-feira (7) que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é o mais “desqualificado” que já passou pela chefia da PGR. A declaração foi dada em entrevista à "Rádio Gaúcha" enquanto o magistrado comentava sobre a Operação Lava Jato.

“Quanto a Janot, eu o considero o procurador-geral mais desqualificado que já passou pela história da Procuradoria. Porque ele não tem condições, na verdade não tem preparo jurídico nem emocional para dirigir algum órgão dessa importância”, afirmou Gilmar Mendes .
A assessoria da PGR foi procurada pela reportagem do iG , mas até o fechamento desta matéria não havia obtido resposta. Em nota, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) repudiou as críticas contra o PGR.  “O furor mal contido nas declarações do ministro revela objetivos e opiniões pessoais (além de descabidas), e não cuidado com o interesse público.”

Delação da JBS
Na entrevista, o magistrado também disse que certamente o Supremo vai reavaliar o acordo de colaboração premiada firmado pela PGR com os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, e que embasou denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer . “Tenho absoluta certeza de que o será. Como agora a Polícia Federal acaba de pedir a reavaliação do caso do Sérgio Machado, que é um desses casos escandalosos de acordo. Certamente vai ser suscitado em algum processo e será reavaliado”.
Os donos da JBS, Joesley e Wesley Batista, além do executivo Ricardo Saud e outros funcionários da empresa, fecharam acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal no âmbito da Lava Jato. As delações foram homologadas pelo ministro Edson Fachin – relator da Lava Jato no Supremo.

Ainda na entrevista à "Rádio Gaúcha", Gilmar Mendes disse que considera a Lava Jato importante. Porém, acrescenta que podem ocorrer equívocos. “Sempre fui uma voz vencida na Segunda Turma quanto ao aumento das prisões da Lava Jato. Foi eu que votei o habeas [corpus], fui o terceiro voto, de desempate, no caso do [José] Dirceu”, comentou o ministro.

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