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terça-feira, 12 de junho de 2018

MATUTOS DO REI CAMPEÃ


Na madrugada desta segunda feira, por volta das 02h, foi anunciada a campeã do Arraiá da Mira 2018 - que é realizado em Imperatriz e escolhe a representante do Maranhão no festival de Quadrilhas Juninas da Globo Nordeste- em Pernambuco.
O evento chegou ao fim neste domingo. A Junina Matutos Do Rei foi a grande campeã. O grupo junino se apresentou na noite do sábado, 09, com o tema "Cangaço, o coração da loucura". Levando nota 10 em todos os quesitos. AoBlog, dirigentes e dançarinos expressaram o momento de alegria, afirmando que todo esforço valeu a pena.
Este ano o arraiá chegou a sua 10ª edição, das quais em cinco a Matutos do Rei garantiu o troféu. Sendo agora Penta campeã - ou seja, vencendo cinco vezes o mesmo campeonato.
Veja o resultado final:
1ª - Matutos do Rei
2ª - Beija Flor dos Cocais
3ª - Arrasta Pé
4ª - Flor de Mandacaru
5ª - Explode Coração.
Sobre o tema da campeã 2018:
A Matutos do Rei abordou a difícil realidade de quem sofre de esquizofrenia, tendo de lidar com preconceito e exclusão social. A quadrilha retratou ainda a vida de pessoas que produzem arte, que por muitas vezes são associadas, negativamente, à loucura. Nessa perspectiva, o grupo enfatizou o poder que esse dom tem de mudar o coração e a visão das pessoas.
O artista plástico Artur Bispo, que se insere na linha tênue entre “loucura” e dom, foi um dos nomes representados no espetáculo da quadrilha. O grupo trouxe, ainda, a discussão de temas que persistem na sociedade, como feminicídio e a cultura do estupro. A Matutos do Rei apresentou dados relevantes sobre o crime no Brasil, a fim de gerar uma reflexão sobre o tema.
Paralelo às discussões sociais, o cangaço esteve presente durante toda a performance do grupo. A figura de Lampião e Maria Bonita, foi retratada, vigorosamente. Na primeira parte da apresentação, as roupas dos 60 pares que se apresentaram no tablado remetiam ao sertão e à importância do movimento para o Nordeste.
Um dos personagens da história era tido como “louco” porque fazia xilografias (significa gravura em madeira. É uma antiga técnica, de origem chinesa, em que o artesão utiliza um pedaço de madeira para entalhar um desenho), e foi dessa forma que os integrantes da quadrilha, trocaram seus figurinos e cenários, todos feitos de desenhos xilográficos.
A Matutos do Rei a exemplo de outras quadrilhas que participaram do evento, encontrou dificuldades para realizar seu espetáculo. Um dos representantes do grupo, Xico Cruz, conta que o recurso financeiro foi um dos principais contratempos encontrados, mas que apesar disso, com uma equipe de cenográficos, coréografos, xilógrafos e os quadrilheiros, foi possível emocionar e fazer o público vibrar.
A quadrilha, que precisou de três ônibus para montar e fazer seu espetáculo, recebeu aplausos da plateia, que fez questão de ficar de pé para parabenizar o trabalho da equipe.
(Imirante/edição/fotos)

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