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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

MPMA participa de lançamento da campanha Conte até 10 nas escolas




Foi realizada na tarde desta terça-feira, 25, no auditório do Comando Geral da Polícia Militar, em São Luís, o lançamento da campanha Conte até 10 nas escolas. A iniciativa é da Comissão Integrada de Prevenção e Repressão Qualificada à Violência no Ambiente Escolar, formada pelo Ministério Público, Secretaria de Estado de Segurança Pública, Polícia Militar, Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Secretaria Municipal de Educação (Semed) e Conselho Tutelar.

O projeto será aplicado, inicialmente, em quatro escolas, duas da rede estadual e duas da rede municipal de ensino. Em cada escola, participarão 20 estudantes, que serão multiplicadores das ações. Serão realizados oito encontros em cada escola, nos quais serão apresentados os conteúdos da campanha que objetiva a redução da violência, a promoção de uma cultura de paz e o incentivo à cidadania, sempre por meio do diálogo e mediação de conflitos.

As escolas envolvidas são o Centro de Ensino Estado do Rio Grande do Norte, no Radional, CE Estado do Amazonas (Bairro de Fátima), Unidade de Ensino Básico Ana Lúcia Chaves (São Bernardo) e UEB Leonel Brizola (Vila Luizão). Participarão estudantes do 8° e 9° anos do ensino fundamental e 1° ano do ensino médio. Os encontros terão início nesta quinta-feira, 27, e se estenderão até novembro deste ano.

Na abertura dos trabalhos, o promotor de justiça Paulo Silvestre Avelar Silva, titular da 1ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Educação de São Luís, falou sobre a importância da campanha Conte até 10, lançada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em 2012, que se tornou uma referência no que diz respeito à cultura de paz. “Precisamos compreender que violência não se resolve com violência. Pelo contrário, a situação só se agrava”, afirmou.

Para Paulo Avelar, a escola precisa ser um espaço de acolhimento, segurança e boa convivência, dando aos jovens as condições de desenvolverem a sua cidadania. O promotor de justiça também enfatizou que o combate à violência nas escolas é uma das prioridades das Promotorias de Justiça da Educação, que já realizaram seis fóruns sobre o tema, sempre em parceria com outras instituições.

O superintendente da área de Segurança Escolar da Semed, Marcos Paiva, falou sobre o trabalho desenvolvido pela secretaria para garantir a segurança nas escolas. De acordo com Marcos Paiva, apesar do aumento de efetivo, as ocorrências continuam frequentes, o que leva à necessidade de um trabalho de conscientização da comunidade escolar, para que haja a participação ativa de todos no combate à violência.

Em sua fala, o secretário adjunto de Programas e Projetos Especiais da Seduc, Maurício Nunes, afirmou que o Conte até 10 dialoga e complementa ações que já vem sendo desenvolvidas pela Secretaria sob a perspectiva de uma formação cidadã. Para ele, é importante que os estudantes se integrem ao projeto e levem os ideais de cultura de paz e respeito às diferenças para além dos muros das escolas.

Já o subcomandante-geral da Polícia Militar do Maranhão, cel. Pedro de Jesus Ribeiro dos Reis, enfatizou que a segurança no ambiente escolar é condição necessária para que haja o processo ensino-aprendizagem. O coronel também ressaltou a importância do trabalho conjunto desenvolvido pela Comissão Integrada de Prevenção e Repressão Qualificada à Violência no Ambiente Escolar, além de enfatizar a necessidade de participação da comunidade para o sucesso da campanha.

O subsecretário de Segurança Pública do Estado do Maranhão, Saulo de Tarso, reforçou a importância da participação dos pais na vida escolar dos jovens, além da necessidade de políticas públicas voltadas para os estudantes. Para ele, a vulnerabilidade dos jovens, o desemprego e a falta de condições financeiras das famílias são fatores que levam crianças e adolescentes para o mundo do crime.

Saulo de Tarso afirmou que é necessário mudar a realidade desses jovens, ressaltando que o custo de um aluno na escola é muito menos que o necessário para manter um preso. Cada aluno custa cerca de R$ 2,2 mil por ano enquanto um preso traz um custo mensal de R$ 2,4 mil. “De acordo com a Constituição Federal, a segurança é dever do Estado mas é direito e responsabilidade de todos nós”, afirmou o subsecretário.

Ao final, o tenente-coronel Marcos Silas Davi Costa, um dos integrantes da Comissão Integrada de Prevenção e Repressão Qualificada à Violência no Ambiente Escolar, fez uma apresentação sobre o projeto aos estudantes.


Redação: Rodrigo Freitas (CCOM-MPMA)

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