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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Açailândia e Imperatriz trocam experiências sobre projeto coleta seletiva


Desenvolvido desde fevereiro de 2017, pela Prefeitura de Imperatriz, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Semmarh, o projeto de coleta seletiva de resíduos sólidos vem atraindo visitantes de vários municípios da Região Tocantina interessados em conhecer como esse serviço bastante elogiado vem funcionando na segunda maior cidade do Maranhão. “É uma grande satisfação recebermos pessoas de outras cidades. Poder repassar essa experiência para outros lugares é uma demonstração que Imperatriz está no caminho certo das boas práticas ambientais”, pontuou Rosa Arruda, titular da Semmarh.
Na quinta-feira, 11, uma comitiva de Açailândia, distante 75 quilômetros, formada pelo Ministério Público Estadual, secretários municipais do Meio Ambiente, Sininger Vidal, e Indústria, Comércio e Turismo, Heliomar Laurindo, assessores e diretores da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis, esteve em Imperatriz para conhecer o processo metodológico implantado pelo município. “Foi importante essa experiência que tivemos sobre a coleta seletiva de Imperatriz. Iremos levar seu conteúdo para a cidade de Açailândia. Umas das finalidades é proporcionar um espaço para implantação da sede da entidade e coleta seletiva no município”, disse Sininger Vidal, secretário de Meio Ambiente.
Os visitantes foram recebidos pela secretária do Meio Ambiente, Rosa Arruda, secretário adjunto, Flávio Oliveira, diretora do Departamento de Educação Ambiental e Projetos Socioambientais, Bárbara Brenda Soares, coordenador da Coleta Seletiva, Jairo Sant´Anna, assessor de projetos especiais, Fábio Batista, e, ainda pelo promotor da 3ª Promotoria Especializada em Meio Ambiente, Jadilson Cirqueira.
A visita foi organizada pela Cooperativa de Trabalho para o Desenvolvimento Sustentável, Coodesu, que vem desenvolvendo ações para implementação do Pró-Catador na região. “A finalidade dessa visita é reforçar sobre a importância da implantação e funcionamento da coleta seletiva nas áreas social e ambiental. Importante que Prefeitura e Ministério Público estão empenhados neste projeto que conta com apoio do Pro-Catador”, relatou Claudia Balbino Lins, técnica da Coodesu.
Desenvolvido pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado do Trabalho e Economia Solidária (Setres), o Pró-Catador tem o objetivo organizar os grupos de coleta seletiva, em cooperativas para a geração de trabalho e renda para o seguimento. Dentre as ações do projeto estão treinamento, formação, assessoria técnica, aquisição de equipamentos, máquinas e veículos, implantação e adaptação de infraestrutura física e a organização de redes de comercialização e cadeias produtivas integradas por cooperativas e associações de trabalhadores.
Representando o Ministério Público, a promotora Letícia Teresa Sales, titular da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Açailândia, destacou sobre as questões relacionadas à gestão de resíduos sólidos e inclusão socioeconômica de catadores. “Pelo que estamos vendo na prática a coleta seletiva tem dado condições de trabalho adequadas, pagamento mais digno pelo trabalho desses pais e mães de famílias, além de ser um exemplo de desenvolvimento sustentável, equilibrando-se as questões econômicas, com justiça social e sustentabilidade ambiental. A prova é o que estamos vendo em uma cidade vizinha, Imperatriz”, enfatizou Letícia Sales.
O Decreto 7.404/10 destaca que os municípios devem priorizar a participação de cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis na coleta seletiva. Há 30 anos como catador de recicláveis, Damásio Ferreira Vaz, presidente da associação, considerou importante para a categoria essa troca de experiência. “Todo o aprendizado é importante e faz a diferença. Eu e meus companheiros gostamos muito do que vimos, a estrutura é ótima. A prefeitura está de parabéns por esse trabalho e a parceria com a associação de catadores”, disse Damásio Ferreira.
Durante a visita a comitiva de Açailândia conheceu o processo de reciclagem na Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Imperatriz, Ascamari, avenida Cacauzinho, s/n, Recanto Universitário Vila Fiquene. Na sede do Ministério Público Estadual, conheceram, através de exposição do coordenador da Coleta Seletiva, Jairo Sant´Anna, o funcionamento do projeto, Pontos de Entregas Voluntárias, PEVs, empresas parceiras e atuação no processo de coleta do material.
Uma das primeiras cidades a fazer trocas de experiências dos benefícios socioeconômico e ambiental da coleta seletiva de Imperatriz, foi cidade de Grajaú, que enviou em fevereiro deste ano uma equipe da Secretaria do Meio Ambiente, sob a coordenação do secretário da pasta, Roberto Cleiton.
Coleta Seletiva
No ano de 2018 a coleta seletiva de Imperatriz alcançou quase 263 toneladas de recicláveis, beneficiando cerca de 200 famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social e têm na coleta de resíduos sua principal fonte de renda. Antes da implantação do projeto a média de material coletado era de oito toneladas ao mês, entre papelão e plásticos em geral e 10 toneladas de ferro, média de 18 toneladas ao mês. Com a coleta, nos primeiros 30 dias foram colhidas 42 toneladas e em outubro 65 toneladas e meia.
O projeto consiste em um sistema de recolhimento de materiais recicláveis descartados por pessoas ou empresas, separados em papéis, plásticos, metais e orgânicos. A cidade oferece 15 Pontos de Entrega Voluntária, PEVs, que recolhem resíduos que ainda podem ser reutilizados.
A Lei Federal nº 12.305/2010, instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, PNRS, e impôs ao setor público e privado uma maneira de como lidar com a destinação final desses resíduos sólidos. Para manter contato com a equipe da Coleta Seletiva, os interessados podem ligar no Disque Coleta; 99218-4275 ou na empresa Sellix Ambiental, 99191-9180.

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